O Sacrifício do Outro: introdução à reflexão ética sobre o uso de
animais nos Laboratórios de Ensino da UFSC (1999)
(Apresentado na Mesa-redonda, UFSC, 18 de junho de
1999)
Sônia T. Felipe[1]
É muito
bom ser salvo do risco de morte. Ruim mesmo é morrer sem ter sido consultado,
para servir de meio à vida de outros. Esses dois raciocínios são compartilhados
por todas as pessoas que prezam o fato de estarem vivas. Dos que não apreciam a
vida não vamos falar aqui, embora isso nos faça perder um interessante material
de análise. Pode ser que alguém que não queira mais viver sinta ainda um desejo:
o de tornar sua vida em alguma coisa digna de ter sido vivida, por servir, pelo
menos para salvar a vida de alguém que a deseja preservar. No mais das vezes
queremos mesmo é salvar nossas vidas, sem nos sacrificarmos em nada, muito menos
a ela própria. Verdade seja dita, por outro lado, esse desejo incontrolável de
salvarmos nossas próprias vidas seja lá qual for o preço nos leva ainda, nesse
final de milênio, a sacrificar milhões de outras vidas para benefício exclusivo
de uns poucos privilegiados que têm acesso à tecnologia médica e às drogas por
ela produzidas.
Afirma-se que os animais não fazem contratos, nem conosco nem entre si. O
fato de não poder assinar nem cumprir um contrato nos leva a sacrificá-los aos
nossos interesses. Seres da nossa espécie, mesmo não sendo capazes de igual
feito, são poupados por nós do sacrifício. Milhões dos nossos não podem nem
poderão jamais firmar qualquer contrato. Não faz mal. Somos capazes de mantê-los
vivos e de tratá-los com carinho, de protegê-los e até mesmo de amá-los! Não são
suas insuficiências que nos tornam emocional e afetivamente deficientes, muito
pelo contrário. O fato de não sermos limitados naqueles aspectos nos quais esses
seres da nossa espécie o são, em vez de produzir em nós a idéia de exterminá-los
provoca um sentimento contrário: o de proteção, solidariedade e
segurança.
Se os
animais não podem fazer contrato não faz mal. Nós o podemos, assim como podemos
fazer e cumprir, em relação a eles, promessa de não violência. Por que não
prometemos a nós mesmos abolir todas as formas cruéis adotadas até hoje, de
(des)tratar seres, por serem dotados de capacidades distintas das nossas?
Bentham, Singer e Nozick defendem que é possível sim mudar nossa forma de
representar as vidas, quando não são as da nossa espécie. Kant, por sua vez, sem
se preocupar com as conseqüências das ações morais, e sim com a qualidade da
vontade do sujeito que age, exige, na sua fórmula ética, que em nenhuma das
nossas ações tratemos a pessoa de outro ou a nossa própria pessoa meramente como
meio para alcançar quaisquer outros fins menos dignos da nossa natureza moral.
Embora não estejam citados nem os animais nem o ambiente natural exterior à
razão, com certeza nos convida a responder pela qualidade do nosso próprio ser
após termos praticado ou deixado de praticar uma determinada ação. Tornamo-nos
mais evoluídos ou estragamos nossa moralidade com tal e tal ação?
Para
Jeremy Bentham, o qual escreveu Uma Introdução aos Princípios da Moral e da
Legislação, publicado no ano de 1789 na Inglaterra, não são os conceitos de
razão, linguagem e contrato que tornam os seres dotados de sensibilidade dignos
de nossa consideração ética, mas sua capacidade de sofrimento, a qual os iguala
a nós. Seguindo a tradição da filosofia que escolhe como princípio ético o da
minimização da dor e maximização do prazer ou do bem-estar, Peter Singer,
filósofo australiano que escreve no início da década de 70 o livro On Animal
Liberation, ao editar Ética Prática procura divulgar seu princípio ético fundado
na inspiração de Bentham. Dado que seres sensíveis são igualmente capazes de
sofrer com a dor e maus-tratos, a ética deve ser a consideração igual de
interesses, quando semelhantes, independentemente de qual seja a espécie à qual
o indivíduo a ser considerado pertença. Tratamento igual para o mesmo tipo de
sofrimento é o que Singer apregoa. Robert Nozick provoca nosso senso lógico ao
formular um desafio à nossa imaginação: supondo que existam seres superiores a
nós em questões de racionalidade e de inteligência, admitiríamos que eles nos
enjaulassem e nos sugassem, nos introduzissem seus instrumentos investigatórios
e suas substâncias químicas para medir reações sequer testadas neles mesmos, a
fim de servir aos seus interesses de preservarem-se vivos frente às ameaças do
meio-ambiente? Se discordarmos com naturalidade, acabamos por deslegitimar
nossas práticas com relação aos animais, aos quais julgamos inferiores a nós em
inteligência, racionalidade, sensibilidade e interesses.
De
qualquer modo, seja qual for o autor que adotemos para iluminar nossa atenção a
essa questão, devemos nos perguntar pela qualidade do sujeito moral que ainda
preserva costumes considerados bárbaros por uma grande parcela dos cidadãos
esclarecidos no mundo atual. Dignidade moral não se coaduna com atos bárbaros, a
não ser em legítima defesa. Difícil é maltratar animais de laboratório e
justificar-se com essa desculpa.
Na
verdade, mesmo para os filósofos que fundam na razão o interesse ético, não
necessariamente a razão mesma é a propriedade de âmbito sobre a qual se funda o
discurso do dever moral. Cautelosamente sugerem esses filósofos não fundar o
princípio ético em algo que não seja a racionalidade, pelo simples fato de que
se é ético deve um princípio poder ser entendido, aceito e aplicado em qualquer
parte deste planeta, independentemente das condições geográficas, históricas,
econômicas e culturais do sujeito que o aplica. O apelo à razão como fonte
inspiradora da ética não reduz o número dos seres que devem ser contemplados com
o respeito ético, justamente porque a racionalidade não aparece de modo claro e
absoluto em nossa espécie, nem em cada um dos indivíduos, nem em um mesmo
indivíduo em todos os seus momentos. Racionalidade só se confirma nas atitudes,
convicções e convenções nas quais se fazem presentes o sentido objetivo das
ações, a universalidade do princípio que as norteia e a extensão/generalidade de
sua aplicação. Conclusão: cada vez que praticamos uma ação que exclui o outro da
nossa consideração, acabamos por afirmar interesses egoístas e não racionais.
Matar, torturar, destratar, causar danos físicos, psíquicos e morais, são atos
que confirmam o desejo de exclusão do outro. Eles fazem encolher a moralidade no
sujeito que os pratica, ao contrário de afirmar nele a moralidade e de nela
fundar os princípios das ações e decisões que afetam os interesses do
outro.
A
dúvida que se coloca hoje para todo profissional e cidadão é: incluir ou não
seres não-racionais no âmbito das considerações morais? Há pelo menos uma razão
para que os incluamos: ampliar cada vez mais o campo da moralidade. Mas, há
riscos, caso decidamos não incluí-los: diminuição cada vez maior da nossa
capacidade moral, por nos permitirmos práticas bárbaras e cruéis contra seres
indefesos; perigo de que nos dessensibilizemos a ponto de sermos indiferentes
até mesmo quando se tratar de seres da nossa própria espécie, os quais estiverem
submetidos a crueldades praticadas por outros indivíduos ou por nós
mesmos.
É
corrente o argumento: primeiro precisamos tratar bem aos nossos semelhantes para
somente então começar a se pensar em tratar bem aos animais. Contra esse
argumento, sustento que não me parece verdadeiro afirmar que tratando cruelmente
os animais estamos nos treinando ou preparando para tratar com carinho e
respeito os nossos semelhantes. Mais parece ocorrer o contrário disso.
Aprendemos, tratando mal os animais, a destratar seres humanos, sempre que
parecerem estar mais próximos da condição animal do que do refinamento social
que a educação, o patrimônio (econômico e cultural da família) e o status
propiciam aos mais favorecidos.
Proposta: Dado que nossa sociedade produz muitos mais milhões de cidadãos
que beiram a condição animal de vida, é preciso que aprendamos a tratar com
carinho e respeito os demais animais, como treinamento para tratar nossos
semelhantes em condições adversas também com respeito e cuidado. Somos nós,
seres racionais dotados da capacidade de raciocinar, quem devemos aprimorar o
sentido ético da espécie humana. É contraditório com nossa presunção esperar que
os seres em condições inferiores às nossas sejam éticos em relação a nós,
enquanto somos cruéis em relação a eles.
Há ainda um outro argumento
corrente, o do costume: se até hoje isso e aquilo puderam ser praticados com a
conivência da igreja, das leis civis e do entendimento comum, por que, de uma
hora para outra, devemos mudar os costumes?
Em primeiro lugar, costumes
são ações comuns à maior parte das pessoas de um determinado grupo ou
comunidade. Costumes são, geralmente, ações tradicionais, isto é, passadas de
uma geração à outra. Mas, somente por serem e significarem tudo isso, não quer
dizer que sejam portadores da verdade. Está-se confundindo o debate, pensar que
se há um costume, automaticamente esse deve ser respeitado e, assim, jamais
abolido. É um engano afirmar que precisamos conservar todos os nossos costumes,
para que possamos seguir sendo o que somos.
Em segundo lugar, precisamos
analisar todos os nossos costumes para verificar se, de fato, eles ainda fazem
algum sentido, quando interrogados sobre sua influência sobre nosso caráter. Há
costumes que simplesmente, diante do avanço da tecnologia e da multiplicidade de
recursos disponíveis em nossa época para dar satisfação àquelas necessidades,
deixaram de ser dignos do ser humano. Refinamento moral segue diretamente
vinculado a costumes moralmente refinados. Onde recursos de mercado se
multiplicam infinitamente, o ser humano não necessita mais de práticas
assassinas para garantir seus interesses satisfatoriamente.
Em terceiro lugar, é preciso
trazer à público a finalidade de certas práticas/costumes no mundo científico.
Pesquisas são financiadas por empresas farmacêuticas, indústrias de aparelhos e
cosmética. Jovens estudantes recebem treinamento intensivo no domínio de
técnicas aplicadas ao corpo de animais não-humanos. Seu treinamento, no entanto,
à exceção dos cursos de veterinária, os quais se voltam para as necessidades das
espécies animais objeto de manipulação, não se digna a contemplar os interesses
de nenhuma espécie sacrificada. São interesses humanos os que contam. Mas, ao
contrário do que o termo genérico "humano" deveria sugerir, não são os
interesses de todos, nem da maioria sequer dos seres humanos, os que na pesquisa
com sacrifício de animais se visa satisfazer. Apenas ¼ da população total em
nosso planeta tem acesso a tratamento médico e cosmético. Os outros ¾ dos seres
humanos, bem como os 500 milhões de animais sacrificados anualmente, sofrem
doenças, dor e sacrifício, sem obter nenhuma consideração por sua condição, nem
por parte da ciência, nem do mercado, nem das igrejas.
É errado, do ponto de vista
da honestidade no uso das palavras, dizer que "o ser humano" de modo geral é
beneficiado pela pesquisa médica feita com sacrifício e tormento de tantas
milhões de vidas, enquanto houver exclusão total da parcela pobre, da
possibilidade de usar medicamentos e cosméticos. E, para inclui-la não se faz
necessário sacrificar outros tantos animais para produzir tais bens com técnicas
moralmente condenáveis.
Excluímos do âmbito da
moralidade milhões de seres que julgamos não ser dignos de receber de nós
tratamento e consideração. Devido ao hábito de tratar seres vivos que não se
assemelham a nós, com desdém, devido ao costume de destratá-los, apaga-se em nós
o respeito pelos não semelhantes. Muitas vezes parece que desaparece nosso poder
de reconhecer a maior parte dos seres que vivem conosco nesse planeta como tais,
que possuem vida. A linha divisória que garante a distinção entre semelhantes da
nossa espécie em relação às demais está cada dia mais e mais apagada. Devido à
exclusão de ¾ quase 5 bilhões de seres da nossa espécie do acesso à água
potável, à higiene, à educação, à alimentação e ao poder, torna-se para nós mais
fácil vê-los na sua nudez, na sua condição humana básica que é a de ser animal.
Perdemos o conceito do humano em relação a eles, pois as exigências desse
conceito se enrijecem a tal ponto que mais e mais deles vão ficando de fora,
tornando impossível distingui-los realmente de animais. Dado que tratamos a
esses últimos com indiferença e crueldade, estamos realmente à beira do
precipício.
Deixamos que animais sejam
destratados ao permitir que jovens aprendam técnicas de corte e costura em seus
couros. Perdemos o conceito de pele e aprendemos a tratá-la como se fosse couro.
Há um ser vivo, inteligente e sensível na maioria dos indivíduos sacrificados
sobre as mesas dos laboratórios. Cada uma dessas espécies, a seu próprio modo,
sabe como viver bem e sabe como passar essa informação aos seus descendentes.
Eles nos dispensam absolutamente. Nada lhes falta. Para sua forma específica de
vida são completos, sem carências. Afirmamos, no entanto, que não são dotados de
razão e por isso, por julgarmos que lhes falta algo, nos julgamos no direito de
lhes tomar a vida. No entanto, quando em nós falta algo, não nos oferecemos ao
mesmo altar de sacrifícios para que às custas da nossa vida ou do nosso
bem-estar e em meio a dores atrozes alguém busque respostas às questões da
saúde. Mas, do que estamos falando realmente?
Não se pergunta hoje pela
saúde, muito menos por aquele outro bem a ela estreitamente vinculado, qual
seja, o da felicidade e bem-estar. O que hoje se pergunta é qual a droga mais
apropriada para fazer desaparecer o sintoma que atrapalha o bem-estar. Injeta-se
drogas de toda espécie no organismo humano, a pretexto de lhe devolver a saúde
perdida. Mesmo assim, essas drogas não curam a totalidade nem mesmo daquela
minoria terrestre que acessa o mercado das mesmas e os operadores de sua
prescrição.
Ao dizermos que os animais
devem ficar excluídos do âmbito moral, por não serem capazes de firmar e de
cumprir contratos, estamos apenas reduzindo o âmbito moral aos parâmetros do
mercado, sem, com isso, incluirmos, sequer, a totalidade dos seres da nossa
própria espécie. Bentham, conforme o afirmo acima, considera não a razão e a
linguagem as faculdades típicas da moralidade (consideração e respeito), e sim a
capacidade de sofrer. Por essa razão incluímos também os nossos doentes na
consideração ética. Sabemos que para a maioria dos doentes graves há uma perda
daquelas duas faculdades, a da racionalidade e a do uso da linguagem para fins
de comunicação racional, seja por causa da doença mesma, seja pelo uso das
drogas que devem combater os sintomas. A perda do uso da razão e a conseqüente
perda da capacidade de expressar e fazer valer sua opinião não nos leva a
destinar esses seres à mesa dos sacrifícios para experimentos. Se não somos
capazes disso, por razões morais, por que somos capazes disso quando o ser está
saudável e vivendo bem, embora sem usar nossa razão e nossa forma de
linguagem?
A validade de um princípio
moral vincula-se necessariamente à sua universalizabilidade, conforme o enfatiza
o filósofo inglês Richard Mervyn Hare ao analisar a proposta ética do filósofo
alemão do final do século XVIII Immanuel Kant. A universalizabilidade, por sua
vez, depende de um processo de reconhecimento e de aceitação, através do qual o
princípio pensado com pretensão de universalidade torna-se para todos os seres
que o julgam, realmente universalizável. A grande questão que essa mesa-redonda
coloca é a da possibilidade de mudarmos nossa atitude em relação a todos os
seres que possuem um interesse em viver, independentemente de considerarmos, do
nosso ponto de vista, que eles carecem desta ou daquela
faculdade.
Do jeito que as coisas vão,
mais e mais seres humanos e não-humanos serão excluídos do espaço vital, para
favorecer a interesses que são apenas de uma parcela da vida humana. Matar para
preservar garantida a venda deste ou daquele produto atende ao interesse dos
donos da indústria farmacêutica, cosmetológica e carnífice. Mas, afora aqueles
menos de dois bilhões de seres humanos que se alimentam de carne, que pagam o
serviço médico e que compram remédios e cosméticos, outros quase cinco bilhões
nada têm a ver com o costume de se sacrificar partes ou todo o corpo de 500
milhões de animais anualmente para garantir hábitos nem sempre dignos da chamada
capacidade humana fundamental, a da moralidade, justamente a capacidade de pesar
e de medir o alcance das próprias ações sobre os interesses daqueles que por
elas são afetados. Excluindo-se o outro da consideração pode ser que nossas
ações tenham alguma justificativa econômica, mas dificilmente terão uma
justificativa moral.
A questão final é: queremos
ou não queremos agir moralmente? Julgamos ou não crucial rever certos costumes e
substituí-los por alternativas tecnológicas disponíveis no nosso tempo, ou somos
apenas atrasados, preguiçosos e cultivamos o gosto pela crueldade, achando que
isso é o que nos distingue para mais em relação aos seres que dizemos ser
inferiores a nós? Não há como fazer uma reflexão ética, nem buscar
encaminhamentos éticos aos problemas que os costumes bárbaros nos criam, sem em
primeiro lugar nos perguntarmos, inspirados na ética de Kant, pela nossa vontade
moral. Se a vontade de preservar costumes bárbaros prevalece, não há como
iniciar um debate desse profundidade. É preciso já dispor de boa vontade para se
dispor a reconsiderar o que seja, hoje, a vontade boa. Em outras palavras, podemos nos perguntar como
o faz Holmes Rolston: "... why we should value human freedom so much, and animal
freedom so little?" (Cf. Environmental Ethics, 3(2):
126).
Recomendação de leituras:
(Sobre
o desafio de Nozick à argumentação antropocêntrica no tratamento dos
animais):
FELIPE, Sônia T. "O anarquismo ético de Robert Nozick." In: Revista de
Ciências Humanas. Florianópolis: UFSC/CFH, out. 1996, 14(20):
51-62.
(Sobre
a possibilidade de redefinição do lugar do ser humano na ética):
JAMIESON, Dale.
"Rational Egoism and Animal Rights". In: Environmental ethics. Albuquerque:
University of New Mexico, Summer 1981, 3(2):
167-171
(Sobre
a ética kantiana e a obrigação moral em relação aos que não podem
contratar):
KUSHNER,
Thomasine. "Interpretations of Life and Prohibitions against Killing". In: Ibid.
p. 147-154.
(Sobre
salvar espécies ou salvar indivíduos):
RUSSOW,
Lilly-Marlene. "Why Do Species Matter?" In: Ibid.
p.101-112
ROLSTON,
Holmes. "Values in Nature". In: Ibid. p.
113-128
(Crítica às tendências igualitaristas antropomórficas no pensamento
ecológico):
GREEN, Judith
M.. " Retrieving the Human Place in Nature". In: Ibid. Vinter 1995, 17(4):
381-396.
(Crítica à ridicularização feita por Callicott contra Singer e
Regan):
JOHNSON,
Edward. "Animal Liberation versus the Land Ethics." In: Ibid. Fall 1981,
3(3):265-273.
(Investigação dos diversos tipos de argumentos colocados na discussão
ética):
HARE, Richard
Mervyn. "Little Human Guinea-Pigs?" In: Essays on Bioethics. Oxford: Clarendon
Press Oxford, 1993. p. 131-146
(Tratados de Ética moderna e contemporânea):
KANT,
Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. São Paulo: Abril Cultural,
1978.
SINGER,
Peter. Ética prática. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
NOZICK,
Robert. Anarquia, Estado e Utopia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editores, 1991.
Sônia T. Felipe [1]
Núcleo de Ética Prática/UFSC
[1] * Doutora em Teoria Política e
Filosofia Moral pela Universidade de Konstanz-Alemanha. Pesquisadora do CNPq
sobre Teorias da Justiça. Professora de Ética II, III e IV e de Filosofia
Política II e III do Departamento de Filosofia da UFSC. Pós-doutora em
Bioética-Ética Animal, pela Universidade de Lisboa, Coordena o Laboratório de
Textos em Bioética e Ética Práica do Núcleo de Estudos em Ética e Filosofia
Política do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC. Co-fundadora e
pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Violência.
Co-autora dos livros: O corpo violentado (Ensaio sobre a violência e análise de
filmes de violência sexual), Edufsc, 1998; A violência das mortes por decreto
(Contra a pena de morte e o extermínio), Edufsc, 1998; Organizadora do volume
Justiça como Eqüidade (Coletânea de trabalhos críticos sobre a teoria da justiça
de Rawls e sua polêmica com Habermas), Insular, 1998. Autora de "Por uma questão
de Princípios; alcance e limites da ética de Peter Singer em defesa dos
animais", Boiteux, 2003, e de outros trabalhos publicados em Portugal, pela
Editora Silabos, na obra Ética Ambiental e Animal, coordenada por Cristina
Beckert, e pela Almedina, na coletânea organizada por Miguel Moutinho, O
Estatuto e a Protecção Jurídica dos Animais. Outros textos de sua autoria podem
ser acessados no site do CEDA, www.cedaonline.no.sapo.pt,
supervisado por Miguel Moutinho.